domingo, 6 de março de 2016

Filhos mammoni: como o modo de educar da familia italiana estraga a vida adulta



Muitas vezes as mães tem um poder no âmbito familiar. Alguns estudos mostram que em alguns casos a maioria das mulheres controlam a renda financeira da família. E isso é algo que você nota de imediato na Itália: o poder da mãe italiana. Não quer dizer que outras culturas não possuem um tipo de "mãe" típicos, mas por alguma razão, as mamas na Itália são um outro patamar e em especial no quesito de super proteger os filhos. Especificamente quando se trata de seus filhos homens. E isto nem sempre é bom para os filhos.

Sou mãe e não quero dizer que você deve deixar o seu filho criado na rua ou somente como o pai. Ambos os pais são necessários. Claro que pais devem proteger e educar mas ao fazer isto demais (super proteger), acabam criando um parasita que nunca vai crescer e saber se relacionar.

Vamos explicar....


A expressão italiana Mammone, se origina da palavra, mamma (mãe) e significa menino do mamma (ou filhinho da mamãe). Se você morou na Itália por um bom tempo você provavelmente viu estes eternos filhos crianças ainda que adultos que ficam dependendo dos pais e pais achando isso normal, gerando um ciclo vicioso que em nada contribui para a evolução dos filhos. Meninas também podem ser dependentes e muitas vezes são aquelas que com 30 anos não sabem fazer comida, lavar roupa e vivem pedindo dinheiro pros pais.

Quem são os mammoni (plural de mammone  pois em italiano o plural acaba com i)? Como reconhecer? Bem , alguns exemplos: em geral moram com os pais até uma idade bem avançada, eles devem estar sempre em casa para o jantar, nunca fazem nada em casa, nunca cozinham, não pagam/ dividem as contas da casa mesmo morando com os pais, dormem até tarde (vagabundo???),  deve sempre estar em casa para o almoço no domingo, não fazem nada para ajudar os pais, os pais dão dinheiro e sempre desculpam os filhos mesmo se estes são inconsequentes com gastos e péssimas atitudes, possuem mais de 30 anos e moram com os pais sem planos de sair de casa por medo, conforto e fuga da responsabilidade, possuem dificuldades de relacionamento, etc ... só para dar alguns exemplos.


O mammone é aquele filho que faz as coisas erradas mas os pais sempre acham uma desculpa para proteger do "coitadinho ou coitadinha" incompreendido pelo mundo que sempre tem "azar"..... 

Bem, se o mundo todo anda pra frente e ninguém gosta do seu filho talvez o problemático realmente seja o seu filho ou filha, não é, caros pais? Seu filho pode ser uma pessoa temperamental, maluca, negativa ou qualquer outra qualidade nada positiva. Todos possuímos defeitos mas ninguém se relaciona com pessoas transtornadas que não sabem lidar com outras pessoas.

Muito autoconhecimento por parte dos pais e filhos pode ajudar a evitar que o seu filho se torne um mammone. O filho pode ser amoroso mas nao ser um sentimental imbecil revoltado que chora e reclama de tudo e deve aprender a tomar conta da sua vida. Os pais, devem dar amor e afeto mas tratar o filho como adulto e se este morar com eles, fazer o filho respeitar as leis da casa que ele é um simples convidado. O filho deve ajudar a cozinhar, pagar as contas e tudo o mais.

Se não gostar de morar com os pais, mude-se. Você, mamone, não é mais criança e passou dos 30 (provavelmente). Seja adulto e vire-se. Respeito os seus pais e enfrente a vida como ela é.



Mammoni são sempre grandes para zombar e fazer brincadeiras, mas é preciso lembrar que não é comum para os italianos a sair de suas casas em 18, como é na maioria dos outros países como os EUA ou outras nações. Os italianos dependem dos pais absurdamente por muito tempo gerando um amadurecimento tardio (as vezes, um amadurecimento que nunca acontece). Muitos não saem de casam mesmo com quase 40 anos.


Importante: Podemos entender casos aonde doenças fazem os filhos cuidarem dos pais e dificuldades econômicas passageiras aonde um jovem recebe ajuda (desde que passageira) dos pais. Podemos entender quem mora com os pais por um período de tempo planejado para comprar um apartamento e ir morar sozinho. Ou casos de filhos e pais que mais ou menos planejam morar juntos por problemas financeiros em uma casa em geral grande aonde cada um tem a sua liberdade e individualidade. Isto é normal.

Mas não é este o caso na Itália. Aqui é tudo eterno mesmo com famílias tendo dinheiro e os filhos terem tido muitas oportunidades.Viver por conta própria não é algo fácil mas exige luta e a capacidade de sair do conforto familiar de modo planejado para ver a vida como ela é. Exige saber lidar com problemas e pessoas que não são familiares ou vão aliviar você como a mamãe. Exige certa malícia, exige engolir sapos, exige planejar a sua rotina, hora de acordar, levantar, trabalhar, cozinhar, exige ser menos sentimental e sair chorando pro colo da mamãe, etc.

Conversar com os pais, dar e receber amor e afeto é normal. Mas isso difere muito de ser uma adulto infantil e parasita.

Como este filho ou filha vai se comportar se os pais falecerem? Como irão lidar com obstáculos na vida se os pais super protegem? Carinho e afeto são muito bons, mas filhos infantis mesmo que adultos? Nunca.

 Mas com o caso dos mammones, famílias italianas criam filhas e filhos super mimados incapazes de interagir como o mundo, chefes, amigos, alegrias e tristezas que a vida proporciona.

Muitos destes Mammone são incapazes de quebrar o elo que os mantém infantilmente presos aos pais mesmo depois de casados na vida adulta. E isto acaba gerando problemas de relacionamento ( Pais aconselham filhos, isto é normal, o problema é os pais não dizerem não e darem dura nos filhos, como acontece em terras italianas). Muitos destes filhos enxergam o tempo passar, se comparam com outras pessoas, viram pessoas frustradas, raivosas e revoltadas com os pais que os ajudam. Os pais aceitam coisas de filhos que nunca aceitariam de ninguém e cada vez mais a coisa complica.

Em relacionamentos isto fica ainda pior. Este tipo de pessoa (mammone) casa mas é capaz de ir morar como os pais e sempre vai comparar a sua mamma com outra pessoa. O mammone pode ter 2 metros de altura e ser forte mas no fundo é um coitado emotivo infantil que não sabe ser contrariado e leva tudo para o lado pessoal pois sempre foi super protegido.



Infelizmente, isto é o que acontece hoje no Brasil também. Se você realmente quer proteger o seu filho, não deixe ele se tornar um mammone. Se ele já é um, converse com ele/ela para ele/ela tomar conta da própria vida dentro de um prazo. Se o filho se tornar violento (vi muito disso na Itália antes de vir aqui pra Suiça), chame a policia. Nenhum pai é obrigado a sustentar adulto com muitas oportunidades depois dos 30. 

Conversem e meditem com calma sobre isso.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vamos ajudar e rezar por Minas Gerais, pela França, por Paris, pelo mundo



Neste começo de semana muitas coisas aconteceram pelo nosso planeta. Hoje o tempo é de meditar sobre o que acontece ao nosso redor, rezar e principalmente ajudar quem precisa. Sem competir, sem ficar com picuinhas e simplesmente ajudar que pudermos

Nossas palavras são dirigidas aos nossos amigos franceses, aos brasileiros e outros povos que sofrem pelo mundo. A luta é dura mas podemos vencer este momento de tristeza. Vamos lá, pessoal. Bola pra frente.



Sei que existem pessoas sem noção que querem dialogar com estes animais que atacaram a capital francesa. Pessoas que como uma blogueira que sempre cito aqui vivem em uma bolha de vidro. Que não abrem o jornal para não lerem noticias ruins por ter coisas "negativas".  Em que mundo vivem?? O mundo de faz de conta.

Vamos acordar, pessoas. Estes animais e bandidos merecem ser caçados pela morte de inocentes. Nosso total apoio as autoridades que nos defendem destes monstros.


sábado, 7 de novembro de 2015

Bullying entre mulheres e feminismo: como ostentar um marido estrangeiro e humilhar quem é casada com brasileiro




Viajando pelos quatro cantos do planeta a trabalho comecei a perceber um certo padrão de comportamento feminino que inclusive me afetou quando iniciei a me relacionar com o meu marido. Sofri isso mas nunca soube colocar em palavras até agora. Comento aqui sobre a humilhação no exterior que mulheres brasileiras sofrem por se casarem com brasileiros no exterior. E quem humilha são outras mulheres brasileiras afetadas pelo feminismo e casadas com gringos.

Em qualquer evento social aonde irão existir muitas mulheres existe sempre inveja e competição. Sempre. Se não forem amigas isto é elevado ao triplo. Se uma for sozinha diferente do grupo e as outras forem amigas existe o grande risco de bullying. Agora você pode imaginar uma mulher brasileira que é na dela  casada com um brasileiro como vejo ser o meu caso e o caso de muitas X um grupo de mulheres brasileiras afetadas pelo feminismo e casadas com estrangeiros. Tudo isso resulta em tensão social, competição e uma luta absurda por status do grupo.

Vamos falar de status. Se homens se atraem por um corpo com curvas inicialmente a mulher se atrai por status. Esqueçam esta conversa de que mulher gosta de dinheiro. Prostitutas gostam de dinheiro porque dinheiro sempre traz status mas status nem sempre traz dinheiro. O homem que mais atrai mulheres muitas vezes não é o mais rico mas o que mais possui certo status dentro do grupo ou evento. Pode ser o vocalista do banda, o único rapaz que toca violão no grupo, o ator que ficou famoso repentinamente, o campeão que ganha mais competições, fale outro idioma, domine um assunto em destaque no momento na faculdade/ trabalho ou qualquer outro que se destaque e possua um certo status social. Nem todos são ou vão ser ricos mas com um certo status podem fazer a mulherada babar.Toda mulher e eu digo toda mesmo escolhe um parceiro por uma mistura de coisas e entre elas o status pesa muito principalmente nas fases inicias do relacionamento. Meu caso? Meu marido brasileiro filho de músicos toca saxofone e inicialmente isso me deixou enfeitiçada por ele. O status pode ser aquele charme em muitos casos e conta tanto ou mais que a beleza. Isto não é o problema. O problema é quando isso vai contra a lógica, se torna um objetivo de vida e causa humilhação.

Agora vamos voltar ao  bullying praticado por mulheres casadas com estrangeiros. Estas se sentem superioras por namorarem um gringo. As mulheres naturalmente gostam de se exibir e na mente delas um homem estrangeiro tem mais status pois a mulher brasileira de qualquer classe tem uma mente de colonizada e hoje porque quer ser colonizada. O famoso deslumbramento cego que tanto falamos aqui. Vejam este exemplo. Se a mulher louca por status morou no Brasil e namorava somente médicos, engenheiros e odiava pedreiros, no exterior ela pode se relacionar com pedreiros desde que este seja gringo pois assim ela vai ostentar para os familiares e amigos no Brasil. Vai também se sentir superior perante as mulheres brasileiras que se relacionam com um outro brasileiro. Juntem estas mulheres em grupo e vejam o perigo. Se ela se achar um médico estrangeiro, o pedreiro dança e ela vai se relacionar com o médico. Mais status, para a alpinista social. Muitas delas ficam cuidando com quem a outra se relaciona para dar uma indireta e assim passar por mais adaptada a nova cultura. Outras desejam parabéns pra outras porque namoram um estrangeiro.

Em geral tais mulheres possuem idéias feministas, se acham finas, mais modernas, fortes e superioras por morar no exterior e namorar um gringo. Elas acham transar de primeira libertador desde que com um gringo, fazer surubas o máximo desde que com gringos, poderem abortar divino mas tudo com um homem que tenha status ( no caso, o gringo). Elas podem pular de gringo em gringo até acharem o gringo alma gêmea ( o que mais gera status e conforto). Se você for o oposto delas e casada eternamente com um homem normal ainda mais brasileiro  você vai sofrer questionamentos como:

-Você mora no exterior e nunca se relacionou com um gringo? Porque? Isto é machismo.
-Você casou com um brasileiro? Porque? Isto é absurdo. Prove os outros gringos aqui. Eles adoram a mulher brasileira (vista normalmente como prostituta)
- Você nunca traiu o seu marido (somente se brasileiro). Porque? Isto é absurdo. Que coisa antiquada e machista.

Sei que a sociedade brasileira mas não somente ela é louca por status. O que me perturba é a hipocrisia destas mulheres que querem julgar outras pessoas como eu. Um pouco de charme não faz mal mas não ao ponto de humilhar e querer julgar a vida alheia.

Fonte: Povo Deslumbrado, o original

Blog Verdadeira Italia: A moça do povo deslumbrado mais uma vez escreveu um texto excelente. Este tipo de mulher citada no texto são as mesma que depois reclamam de serem vistas como objeto, que querem um mundo paz e amor, que ficam de frescura no Facebook postando futilidades. Uma hora é forte e moderna, depois vira vitima. No exterior existe muito este tipo de alpinista social brasileira que usa a vagina como moeda, é taxada de prostituta, humilha as outras que que são honestas e vive culpado as outras pessoas quando ela escolhe mal e se da ainda pior.

Fiquem longe deste tipo de gente. Estas pessoas não tem valor ou moral. 

Leitor de origem italiana do Paraná reside na Italia por 3 anos com a irmã e conta o que passou.



Boa tarde, Druida e Maga. Como vocês estão?

Quero deixar aqui um pouco da minha experiência na Itália e um pouco da minha vida no vosso blog.
Meu nome é Leonardo Conegliano e sou brasileiro do interior do Paraná. Sou nascido e criado no Brasil e possuo origem italiana tanto do lado materno como paterno. Falo português não com sotaque carioca, paulista, baiano ou sotaque da Globo. Na verdade, por ser do interior e viver em um lugar aonde 90% das pessoas tem origem italiana falo português com sotaque de colono como chamamos na minha terra desde quando eu era criança. Isto provavelmente porque 90% tenham origem italiana e a comunidade ser pequena. Porém, desde que mudei para o exterior com a minha irmã notei que o nosso sotaque se modificou um pouco.

Possuo cidadania brasileira e italiana. Moro aqui na Itália pouco mais de 3 anos e vim com a minha irmã para trabalharmos em restaurantes. No Brasil trabalhava como eletricista e ao mesmo tempo que trabalho aqui, estou estudando para trabalhar como eletricista e quem sabe fazer uma universidade em engenharia elétrica aqui na Itália ou no Brasil mesmo.

Achei o blog de vocês e gostei das dicas em geral. Noto que vocês sofrem ataques de descendentes de outras pessoas (em especial italianas) que falam sem viver a coisa na pratica. Eu passei e passo a mesma coisa ao conversar com brasileiros de origem italiana que não falam italiano, não entendem NADA da Itália atual mas pensam serem nativos na Itália mesmo morando no Brasil e possuindo distantes origem italianas. Critico estas pessoas do mesmo modo que acho estranho você se dizer africano não falando nenhum dialeto africano ou vivendo os valores africanos. Sinceramente: Parem de fingir o quer vocês não são. Isto chega a ser ridículo.

Mas voltando a Itália e aos descendentes de italianos que moram no Brasil e acham que são mais italianos que os próprios italianos....
 Repito, muitos outros descendentes no Brasil de outras nacionalidades também se acham serem nativos de outro lugar muitas vezes mais que os próprios nativos. Muito estrangeiro acha absurdo estas coisas e fica sem entender.



Vi muita gente descendente de italiano que fala uma mistura de português e italiano e se acha metida a italiana. Sinceramente, é feio e os italianos podem até tentar entender em um caso de emergência mas isto não é italiano. Meu italiano é razoável e embora poucas palavras me denunciem como brasileiro eu NUNCA serei italiano. Aviso que se as palavras denunciam o meu sotaque eu não me importo. Não nasci aqui, logo possuo sotaque de brasileiro algumas vezes e isto não me incomoda.

Pessoal, como você é metido a italiano sem nem o idioma fala ou fala mal??

Vi muita gente descendente que não sabe nada de culinária italiana. ZERO mesmo. Mas pensa ser italiana porque a mãe ou o pai faziam macarronada no domingo ou viram algo assim quando crianças. Nem vou entrar aqui no mérito dos tipos de pasta para cada molho, das entradas, vinhos e outras coisas que muitas vezes somente um italiano ou estudioso de tal culinária iria entender.

Como você é metido a italiano sem nem sabe dos costumes??

Conheci uns descendentes que moram aqui na Itália e tiveram um certo sucesso e acho isso ótimo. O que acho estranho é eles se apresentaram como ítalo-brasileiros. Os italianos acham isso estranho e nem se importam pois para os italianos estes descendentes são brasileiros. Muitos destes descendentes moram aqui faz mais de 9 anos e falam um italiano com sotaque brasileiro ( nada contra mas se eles são mais  locais que os locais porque ainda falam com sotaque ou tem que se esforçar para tirar o sotaque??).

Estes descendentes, muitas vezes de estados do interior do Brasil ou SP aonde 90% é de origem italiana, na verdades são pessoas com noção nenhuma da realidade e de morar em um nação estrangeira. Quando digo morar não é ficar "morando" 3 ou 6 meses, muitas vezes até um ano e ficar mentindo ser o nativo. Morar é se integrar com leis, regras, costumes, idioma, trabalhar direito, pagar impostos. Estes descendentes que vivem de sentimentalismo de novela mexicana e uma utopia saudosista vivem em um mundo paralelo e soam como motivo de piada. São pessoas adultas perdidas.

Descendentes, nacionalidade não é como um boné que você muda. Você é aquilo que é. Você pode ter um duplo passaporte como eu tenho mas ninguém vai tratar você em especial na Itália por ter isso. Você pode viajar e ter alguns direitos mas você é somente mais um aqui.

Se um italiano nativo achar um descendente perdido aqui pela Itália ele nunca vai considera-lo um igual (italiano nativo). NUNCA. Então, porque vocês descendentes que nunca saíram da própria cidade ficam nesta loucura?

Descendentes, vocês muitas vezes nem sabem sobre a terra nossa (Brasil) ou nunca viajaram pelo Brasil e querem ficar ditando regra sobre a Itália? Mas quem vocês pensam que são e em que mundo vivem?

Estas pessoas ficam revoltadas comigo quando exponho estes fatos. Podem ficar revoltados amigos e amigas. Não adianta vocês quererem viver a vida se baseando nos seus antepassados, que ao meu ver, é uma perda de tempo e energia. Não acredito em espiritismo ou reencarnação. Viva o hoje, construa a sua vida, respeite os seus antepassados mas viva 2015, viva o nosso século, construa a sua historia e pare de fingir o que você não é e NUNCA vai ser. Você pode se adaptar e aprender e acho isso muito bom. Encare criticas e fatos sem levar para o lado pessoal e criar teorias malucas para justificar atos absurdos. O mundo anda cada vez mais louco porque pessoas andam esquecendo fatos simples.

Desculpe o texto longo mas estas palavras devem ser ditas e lidas para todo descendente que vive na ilha da fantasia.

Até logo.

Leonardo Conegliano

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Verdadeira Italia: Leonardo, assinamos embaixo do seu texto. Morei nos EUA, Austrália, Itália, tantos outros lugares e hoje resido na Suíça. Nunca iremos entender este povo que vive de passado ou tenta ser o que não é . Existe esta moda agora de querer reviver os antepassados mortos. Achamos que um pouco de respeito basta mas o mais importante é seguir em frente e cuidar da própria vida.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Está na hora de voltar ao Brasil? Talvez sim...ou não. Mas devemos respeitar escolhas pessoais.

Ele venceu no exterior. E depois de 11 anos vivendo no Canadá, resolveu voltar. Por quê? Marcio Leibovitch conta o que mais machuca um expatriado - por mais bem-sucedido que ele seja

Nos atrasamos em escrever este post mas antes tarde do que nunca. Explicamos.

O Marcio Leibovitch é um brasileiro que mora (ou morava) no Canadá e escreveu um post interessante sobre os motivos que fez ele decidir em voltar ao Brasil. Marcio morou no exterior por 11 anos e trabalhava como engenheiro. Muitos blogs escreveram sobre o tema. Umas pessoas com um nacionalismo idiota afirmaram que o Brasil agora é "potencia e tudo o mais" e apoiavam a volta do blogueiro. Uns pessimistas escreveram dizendo que o rapaz é maluco pois o Brasil é pior que o " Afeganistão". Blogueiros também se dividiram ao escrever sobre o tema.

Marcio explicou os seus motivos pessoais que o fizeram tomar a decisão. Todos muito compreensíveis.

Mas o que o blog Verdadeira Italia acha disso?

Primeiro, que a decisão do blogueiro deve ser respeitada sem ofensas. Muita gente deslumbrada que nunca saiu da sua cidade em um raio de 100 km acham que a vida no exterior é fotos de Facebook, viagens e tudo o mais. Ninguém enxerga o trabalho do dia-a-dia, stress, dificuldades, prazeres e outras coisas que fazem parte da vida. Estas coisas existem aqui no exterior também, galera. Ele com 11 anos morando no  Canadá deve ter muita coisa pra contar e conhece muito mais que pessoas que acham que o exterior é aquela coisa de novela.

Segundo, cada pessoa pesa uma coisa na vida. Umas pessoas pesam o dinheiro, outros a família, outros viagens e assim vai. Outros um conjunto destas coisas ou outras coisas. Tudo isso é uma coisa pessoal e ninguém tem direito a julgar outra pessoa que vive e trabalha honestamente. O Marcio sabe o que quer e o que é melhor pra ele. Respeitem.

Terceiro, as coisas podem mudar. A vida muda e você deve se adaptar sem perder foco, sem ferir ninguém, mantendo a sua meta e os bons valores que alguém ensinou pra você. Faz parte. O Marcio talvez esteja passando por uma nova fase da vida. Perfeito. Ele sabe que com todas escolhas, surgem coisas boas, ruins e responsabilidades.

Mas existe uma coisa ruim disso tudo. Não falo do Marcio ou do seu texto. Li o texto do Franco, um italiano casado com uma brasileira que escapou para o Brasil para conseguir emprego e possui um blog. O detalhe é que o Franco odeia o Brasil com todas as suas forças. Ele reclama de tudo mas eu digo tudo mesmo relacionado ao Brasil. Do tempo, das pessoas, da comida e de qualquer coisa relacionada ao Brasil. Ele nos estereotipa de muitas formas. Ele abriu um restaurante mas nestas horas adora o $$ do povo brasileiro.

O Franco escreveu um texto bem mal educado e ofensivo sobre a escolha do Marcio, taxando o Marcio como o brasileiro muito emotivo, como um fraco, como uma pessoa imatura, uma pessoa que amarelou. Nada mais longe da verdade vindo de uma pessoa que viveu no exterior e cultura completamente diferente (embora ainda sejamos Ocidente) e que venceu.

O Franco perdeu o foco como sempre faz e partiu para ataques gratuitos como sempre faz quando é exposto com a realidade de outras pessoas. Ele é um homem adulto mas ainda parece não ter amadurecido e compreendido sobre a vida, suas escolhas e a respeitar a vida dos outros que trabalham, vivem honestamente  e pagam as suas próprias contas sem viver de estereótipos. Ele como uma pessoa que mora em outro lugar ainda acha que vive na Itália, algo muito comum entre italianos e a sua mente fechada. Tanta amargura nesta pessoa que odeia tanto o Brasil e ama tanto a Itália mas é covarde para viver uma vida infeliz ao invés de voltar pra Itália "o paraíso na terra".

Para finalizar, desejamos aqui da Suíça muita sorte e sucesso ao Marcio Leibovitch e seus familiares e outras pessoas brasileiros ou estrangeiros que tomam uma decisão importante destas.


Link do texto do Marcio aqui
Marcio LeibovitchM
Marcio Leibovitch
Marcio Leibovitch
Marcio Leibovitch
Marcio Leibovitch

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Fatos sobre o Fabio Barbiero e o blog minha saga.




Hoje quero falar de um blog sobre cidadania italiana depois de ver um vídeo. O blog em questão é o Minha Saga e se refere diretamente a cidadania italiana. O blog é escrito pelo blogueiro Fabio Barbiero.

Primeiro, o blog é muito informativo e tem muita informação de qualidade. Neste ponto,  no aspecto técnico da coisa, concordo com quase 95% do que o blog afirma e o Fabio escreve. Ele também deixa umas dicas papo reto bem estilo ao nosso blog, o Verdadeira Italia, para pessoas que vivem no mundo da fantasia. Também concordo com isso. O conselho dele em respeitar a cultura local, aprender o idioma e NUNCA forçar aquela brasilidade falsa e forçada de samba, carnaval e futebol na rua é o melhor de todos. Lembrem-se: no exterior você não esta no Brasil.

Infelizmente, existe um lado que discordo mais. Isto faz parte. Ninguém precisa concordar com outras pessoas sempre e também quem sou eu para querer comandar opiniões alheias. O que perde credibilidade é distorcer fatos em virtude de uma paixão familiar seja ela lusitana, holandesa, italiana ou nacionalismo cego brasileiro como diz o povo deslumbrado. E isto cabe ser discutido.

Não conheço o Fabio pessoalmente e o que sei dele é através de blogs e vlogs. Quando ele fala da parte técnica da coisa e de fatos ele é quase 100%. Mas ele tende a negar fatos muitas vezes para provar que a Itália é superior aos lugares do planeta  em virtude da sua "paixão" e negar a realidade.

O Fabio parece (não o conheço pessoalmente) ser aquele tipo de brasileiro que se acha italiano. Nos mais de 10 anos que morei na Itália conheci muitos destes. Pensam serem os maiorais por terem um sobrenome italiano. Sou de origem portuguesa e conheço pessoas que tem este orgulho babaca de "sou italiano, lusitano, africano, japonês,...". Quando chegam na terra dos antepassados eles fazem um esforço descomunal não para se adaptar e aprender (isto faz parte e é bom). Eles passam deste ponto e chegam a negar a realidade para afirmar x nacionalidade.

Exemplos: Uma pessoa Z tem 35 anos. Nasceu, cresceu e viveu por 35 anos no Brasil. Vai pra Noruega e mora lá por 3 anos. A pessoa começa a dizer que é norueguesa. Isto é loucura, né? Mas é o que mais existe na Itália. E isso não é coisa somente de Brasil. Quando morei na Austrália conheci umas italianas que para parecerem mais "integradas" a cultura australiana liberavam a pepeka geral pros australianos e assim se autoafirmarem perante as meninas espanholas com quem dividiam uma casa. E nem vou falar das brasileiras que sempre repetem aquele padrão funkeiro mundo afora e aquelas que ficam em silencio quando as funkeiras causam mas colocam a culpa na lua (????) Tudo isso para a famosa "integração".......

Mas e o passaporte europeu que eu tenho agora, Druida? Galera, existem milhões de pessoas com passaporte europeu. Vocês não são os escolhidos da Matrix. O seu passaporte da direito para você viajar, permanecer por tempo indeterminado, trabalhar, residir. Mas a não ser que você tenha saído do Brasil criança pequena e criado em um novo lugar você nunca vai ser um deles (escolha a nacionalidade que desejar). Você pode se integrar, saber do lugar mas sempre vai ser um brasileiro. Isso vale para quem tem passaporte europeu, japonês, africano, etc e etc. Você pode ter 5 nacionalidades e passaportes e aprender coisas em diversos lugares mas nacionalidade não é como roupa que você troca.

E o orgulho da minha família, Druida?  2015, pessoal. Eu tenho orgulho dos meus antepassados mas eles falecerem ou virão a falecer. Os respeito mas eu sou eu e tenho orgulho do que sou, do que faço, tento construir a minha historia. Ponto final. Bola pra frente.

A que ponto chega o fanatismo de se integrar ?Sei de pessoas brasileiras que vieram morar na Itália por 2 anos que brigaram com outros brasileiros por "não cortarem pizza ao modo italiano". Ou por usarem um molho de pasta não italiano e aqui posso dar um milhão de exemplos sobre picuinhas que presenciei na Itália de gente maluca que quer se autoafirmar como falsos nativos. Eu cozinho bem , adoro cozinhar, conheci muitos lugares e sempre aprendi coisas novas mas nunca ao ponto de brigar com outra pessoa para provar uma coisa que não sou e aparecer no Facebook ou no falecido Orkut como "a pessoa integrada".


Em um outro vídeo do Fabio ele afirma que não existe crise na Itália. E claro, pega como exemplo o amigo do amigo que tem trabalho. Aquela pessoa que diz não generalizem mas generaliza pegando ela como exemplo. Hoje a Itália começa a dar uns passos lentos de recuperação mas muitos italianos ainda hoje migram para a Austrália, Reino Unido, EUA e Brasil. A crise existiu de fato e para uns ainda existe.

O Fabio não sei se viaja muito ou morou em outros lugares mas ele parece sofrer de uma coisa comum com brasileiros que se fecham na sua bolha de vidro em terras italianas. As pessoas acham que a Itália é padrão de comportamento em tudo. Muita calma nesta hora. Em muitas coisas a Itália passa longe de ser exemplo assim como o Brasil. Ambos podem possuir uma ou outra coisa exemplar mas em geral não são aquela Brastemp. Devo avisar ainda em 2015 para algumas pessoas sem noção que todo lugar possui defeitos e qualidades. Vamos acordar pessoal.

Basta você pegar um avião e ir visitar uns lugares na Europa que você vai ver europeus que nada se importam em como comer uma pizza, se você tem sotaque, se você detesta café ou vinho. E ninguém vai xingar ninguém por isso. Sem picuinhas. Cada um tocando a vida. Claro que uns são racistas como existem em qualquer lugar, mas ninguém vai te incomodar porque você cortou uma pizza diferente. Esta doideira que beira a doença acontece somente na Itália.

Saiam da Itália, pessoal. Peguem a avião para conhecer um outro lugar e quebrem este padrão de comportamento italiano achando picuinhas uma coisa normal na Europa. Não é normal e revela uma boa parte da cultura de um povo traumatizado. Abram a mente de vocês.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mulheres nuas na TV e homens que se masturbam ao vivo. Disque sexo e a baixaria da TV italiana



"Oi Druida e Maga. Como vocês estão?

Meu nome é Angelina e vou sugerir um post aqui sobre uma coisa que me surpreendeu quando cheguei na Itália. Lembro de ter ido trabalhar em um restaurante e ao chegar em casa e ligar a TV para ver um filme ou algo pra relaxar ver aquelas mulheres da TV italiana do disque sexo peladas enquanto falavam com uns clientes. As mulheres se mostravam todas na TV aberta. Os clientes começavam a falar e as mulheres respondiam as vezes com a linha aberta e de repente caia a ligação. Eu não entendia o porque até que uma amiga me explicou. Os clientes ficavam se masturbando ao vivo e quando chegavam ao orgasmo desligavam. E isso tudo depois das 9.30 da noite.

Sei que existem coisas similares ao redor do planeta mas cadê a moralidade que os italianos tanto pregam? Isso na TV logo depois das 9:30 da noite. Absurdo.

Mantenham este blog. Ele ajuda muitas pessoas nas horas de evitar roubadas. "

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VI: Angelina, agradecemos a sugestão enviada por email sobre mais esta curiosidade. Pensamos em escrever sobre isso em algum momento mas  esquecemos. 

O pessoal do Brasil tem aquele deslumbre e imagina uma Itália família e respeitosa. Existem pessoas boas na Itália? Com certeza. Em qualquer lugar existe. O fato é que existe um lado vulgar e desrespeitoso similar ao do Brasil mas que umas pessoas maquiam aqui para mentir para os amigos e amigas que vivem no primeiro mundo. Nenhum blogo tendencioso fala sobre esta verdade enquanto falamos aqui. Estes outros blogs tendenciosos se omitem sobre este determinado tipo de assunto mas babam o ovo de italiano que foi morar no Brasil para sempre e fica causando com posts idiotas que olham picuinhas. Não babamos o ovo deste tipo de gente que deveria voltar pra terra dele se não gosta do Brasil ou fazer como fizemos: sair do lugar que você não quer mais viver.

A Itália passa longe de ser primeiro mundo. Isso talvez ofenda alguns descendentes que ficam se enganando ou pensam somente no $$ antes de pensar no certo e errado. Depois de muito tempo vivendo assim a pessoa acha tudo isso normal e padrão europeu o que é uma mentira. A Europa é um continente enorme com muitas nações e hábitos  diferentes.Nem todo lugar é como a Itália.

Sobre as mulheres nuas na TV, homens que se masturbam ao vivo, disque sexo e a baixaria da TV italiana sinceramente isso dos males é o menor. As mulheres não são exploradas. Fazem isso porque querem e usam/ alugam o corpo delas por livre escolha. Os caras usam do serviço porque não conseguem se relacionar com mulheres de verdade, tem medo. Pra homem italiano toda mulher é uma prostituta e ser for estrangeira é uma prostituta mestre. Logo, preferem se masturbar e viver de ilusão no disque sexo que arriscar um relacionamento sério. Existem também homens e mulheres tóxicas que realmente assustam quem quer se relacionar.

Mas o assunto fica sério quando políticos italianos se comportam como clientes do disque sexo. Quando isso acontece depois das 9:30 da noite. Quando a TV italiano que é um lixo quer pagar de salvadora do planeta e cria estereótipos estrangeiros para minimizar problemas italianos. Quando os italianos são os primeiros a taxar a França, Brasil, Inglaterra, Chile, Austrália sobre falhas nestes lugares mas se omitem ao ver as suas próprias falhas. Nem irei falar do batido assunto do turismo sexual e italianos que milhares de sites falam. Ou citar os filmes porno-comédia dos anos 60 e 70 que ainda passam na TV italiana de uma cafonice de dar vergonha alheia.

Quando um italiano quiser dar aula de moral e respeito não aceitem. Eles não tem moral nenhuma para isso.